8 07 2009

Ontem uma grande amiga, dessas que a gente tem que ter muita sorte para encontrar, me disse que eu afasto as pessoas porque estou sempre na defensiva, com os dois pés atrás e 4 pedras em cada mão. Ela tem razão, mas eu tenho meus motivos: duas outras “amigas”, dessas que a gente acha em qualquer esquina da vida, me magoaram muito e eu ainda não me recuperei totalmente, ainda não botei tudo pra fora, provavelmente porque não tive a oportunidade de encontra-las e expor toda a minha indignação (fazer um barraco mesmo).

Imagina que uma pessoa que me conhece super bem me disse que eu estou afastando os outros…fico imaginando o que as pessoas que eu acabo de conhecer pensam…gente, eu não sou do mal! Só cravaram uma faca nas minhas costas e a ferida ainda está ali, não estou curada.





Resposta

5 07 2009

Escrito em algum momento do segundo semestre de 2007, em resposta a Por Apenas um Sorriso (que não foi escrito para mim, infelizmente…).

A escuridão se dissipou,
as mudanças foram necessárias,
o sentido voltou para as palavras
e nada foi em vão.

O caminho, ainda incerto,
já não me apavora.
O rio de lágrimas secou
e não vou chora-las novamente.

Escolhi ser assim.
Os objetivos ainda são os mesmos.
Não preciso tentar, já sou
diferente de tudo o que verás.

Os sorrisos ainda são tímidos,
os acontecimentos recentes
e os sentimentos novidade.

Sigo escondendo o meu segredo.
Simples e sem graça…
Temendo ser descoberta.

Meus segredos não complicam.
E é a tua ânsia em desvenda-los
que os torna interessantes.

Também fujo do espelho.
Sofro com o que vejo,
com o que tu vês
e com a possibilidade de
perder para o tempo.

Quando esta noite acabar
não quero que me acordes.
Não sou forte como pareço…

Esquece minha alma!
Concentra-te em meu corpo!
Se for a última noite
nunca descobrirás
o que tanto queres saber.

Quem incendeia meu corpo és tu!
Não preciso da tua mão,
as pedras foram removidas.
O meu colo está a tua disposição.

Segredos sempre geram temores.
A dor é relativa,
o conhecimento é necessário.

Estou presa ao medo.
A canção que tu ouves
não é a mesma que ouço.

Desespero sim!
Por uma paixão
não correspondida!
E a vontade de tocar…
O não poder se aproximar…

Já estou presa!
Acorrentada a uma solidão
da qual nem mesmo tu podes me resgatar…
Não tenho o controle de mais nada.

Por que jogas a responsabilidade em mim?
Meu segredo está ligado ao teu
e eu não escolhi,
ele veio a mim.
Arrombou as portas
e se instalou para ficar.

Como te atreves
a pedir um sorriso
depois de dizer que
esta é a última noite?
Como poderia eu sorrir?

Eu já me despedi
há tempos…
O arrepio foi pela
possibilidade de perder-te,
novamente e para sempre…
O abraço que arde
é o teu,
queimou minha pele
e deixou tua marca
que levarei até o fim…





(18 de setembro de 2005)

4 07 2009

Eu queria esquecer a minha hipocrisia e sentar ao teu lado e ser só tua amiga.
E não sentir ciúmes de ti, minha criança querida,
quando beijas uma outra amiga.
Sei que só me vês, bem, só me vês como amiga.
E não te enganes, assim como não me engano,
sobre o que sinto por ti.
Não, eu não te amo…
não penso em viver um conto de fadas contigo.
Mas te desejo…
ah, como te desejo…
mais do que compreendo, bem mais do que tu ousarias sonhar.
Porém sou incapaz de te tocar.
Tenho medo de chegar perto demais e, então, te perder.
E é por isso que sigo esta farsa, essa amizade fingida,
que me quebra em pedaços e passa despercebida.