Resposta

5 07 2009

Escrito em algum momento do segundo semestre de 2007, em resposta a Por Apenas um Sorriso (que não foi escrito para mim, infelizmente…).

A escuridão se dissipou,
as mudanças foram necessárias,
o sentido voltou para as palavras
e nada foi em vão.

O caminho, ainda incerto,
já não me apavora.
O rio de lágrimas secou
e não vou chora-las novamente.

Escolhi ser assim.
Os objetivos ainda são os mesmos.
Não preciso tentar, já sou
diferente de tudo o que verás.

Os sorrisos ainda são tímidos,
os acontecimentos recentes
e os sentimentos novidade.

Sigo escondendo o meu segredo.
Simples e sem graça…
Temendo ser descoberta.

Meus segredos não complicam.
E é a tua ânsia em desvenda-los
que os torna interessantes.

Também fujo do espelho.
Sofro com o que vejo,
com o que tu vês
e com a possibilidade de
perder para o tempo.

Quando esta noite acabar
não quero que me acordes.
Não sou forte como pareço…

Esquece minha alma!
Concentra-te em meu corpo!
Se for a última noite
nunca descobrirás
o que tanto queres saber.

Quem incendeia meu corpo és tu!
Não preciso da tua mão,
as pedras foram removidas.
O meu colo está a tua disposição.

Segredos sempre geram temores.
A dor é relativa,
o conhecimento é necessário.

Estou presa ao medo.
A canção que tu ouves
não é a mesma que ouço.

Desespero sim!
Por uma paixão
não correspondida!
E a vontade de tocar…
O não poder se aproximar…

Já estou presa!
Acorrentada a uma solidão
da qual nem mesmo tu podes me resgatar…
Não tenho o controle de mais nada.

Por que jogas a responsabilidade em mim?
Meu segredo está ligado ao teu
e eu não escolhi,
ele veio a mim.
Arrombou as portas
e se instalou para ficar.

Como te atreves
a pedir um sorriso
depois de dizer que
esta é a última noite?
Como poderia eu sorrir?

Eu já me despedi
há tempos…
O arrepio foi pela
possibilidade de perder-te,
novamente e para sempre…
O abraço que arde
é o teu,
queimou minha pele
e deixou tua marca
que levarei até o fim…