Sobre remédios…

6 08 2009

Não sou grande fã de remédios, mas eles fazem parte do meu cotidiano. Todas as manhãs tomo dois antidepressivos, se tenho dor de cabeça tomo uma Aspirina, se for uma enxaqueca tomo um Ormigrein. Não entendo quem fica reclamando de dor e não usa nada que faça passar, ou então que diz ser contra medicamentos, mas quando tem algum problema se automedica (porque da outra vez que teve isso o médico mandou tomar tal remédio, logo dessa vez vai funcionar também).

Há alguns dias tive uma “discussão” com a minha colega de trabalho (que tem idade pra ser minha mãe, na verdade é até um ano mais velha que a minha mãe) sobre isso. Ela me disse que eu não devia tomar os antidepressivos, que não adiantavam nada, que eu tava só pondo porcarias dentro do meu corpo. Só que eu não tomo por modismo, não são 20mg de fluoxetina (que muita gente toma), são remédios que eu preciso pra sair da cama pela manhã, pra ir para a faculdade e até para tomar banho. A minha depressão não é frescura, é real e mesmo com os medicamentos eu tenho crises (bem mais brandas e esporádicas do que antes).

Não acho que as pessoas devam sair por aí se enchendo de remédios, bem pelo contrário, acho que elas só devem usar o que realmente precisam e que tenha sido receitado por um médico.





8 07 2009

Ontem uma grande amiga, dessas que a gente tem que ter muita sorte para encontrar, me disse que eu afasto as pessoas porque estou sempre na defensiva, com os dois pés atrás e 4 pedras em cada mão. Ela tem razão, mas eu tenho meus motivos: duas outras “amigas”, dessas que a gente acha em qualquer esquina da vida, me magoaram muito e eu ainda não me recuperei totalmente, ainda não botei tudo pra fora, provavelmente porque não tive a oportunidade de encontra-las e expor toda a minha indignação (fazer um barraco mesmo).

Imagina que uma pessoa que me conhece super bem me disse que eu estou afastando os outros…fico imaginando o que as pessoas que eu acabo de conhecer pensam…gente, eu não sou do mal! Só cravaram uma faca nas minhas costas e a ferida ainda está ali, não estou curada.





Resposta

5 07 2009

Escrito em algum momento do segundo semestre de 2007, em resposta a Por Apenas um Sorriso (que não foi escrito para mim, infelizmente…).

A escuridão se dissipou,
as mudanças foram necessárias,
o sentido voltou para as palavras
e nada foi em vão.

O caminho, ainda incerto,
já não me apavora.
O rio de lágrimas secou
e não vou chora-las novamente.

Escolhi ser assim.
Os objetivos ainda são os mesmos.
Não preciso tentar, já sou
diferente de tudo o que verás.

Os sorrisos ainda são tímidos,
os acontecimentos recentes
e os sentimentos novidade.

Sigo escondendo o meu segredo.
Simples e sem graça…
Temendo ser descoberta.

Meus segredos não complicam.
E é a tua ânsia em desvenda-los
que os torna interessantes.

Também fujo do espelho.
Sofro com o que vejo,
com o que tu vês
e com a possibilidade de
perder para o tempo.

Quando esta noite acabar
não quero que me acordes.
Não sou forte como pareço…

Esquece minha alma!
Concentra-te em meu corpo!
Se for a última noite
nunca descobrirás
o que tanto queres saber.

Quem incendeia meu corpo és tu!
Não preciso da tua mão,
as pedras foram removidas.
O meu colo está a tua disposição.

Segredos sempre geram temores.
A dor é relativa,
o conhecimento é necessário.

Estou presa ao medo.
A canção que tu ouves
não é a mesma que ouço.

Desespero sim!
Por uma paixão
não correspondida!
E a vontade de tocar…
O não poder se aproximar…

Já estou presa!
Acorrentada a uma solidão
da qual nem mesmo tu podes me resgatar…
Não tenho o controle de mais nada.

Por que jogas a responsabilidade em mim?
Meu segredo está ligado ao teu
e eu não escolhi,
ele veio a mim.
Arrombou as portas
e se instalou para ficar.

Como te atreves
a pedir um sorriso
depois de dizer que
esta é a última noite?
Como poderia eu sorrir?

Eu já me despedi
há tempos…
O arrepio foi pela
possibilidade de perder-te,
novamente e para sempre…
O abraço que arde
é o teu,
queimou minha pele
e deixou tua marca
que levarei até o fim…





reativando…?

23 06 2009

Já pensei tanto em reativar esse blog, em apagá-lo e criar outro, em só apagá-lo… A verdade é que eu gosto dele e gosto de escrever (embora faça séculos que não escrevo nada aqui).

Fiz tantas bobagens nos últimos anos que agora sempre penso 50 vezes antes de fazer alguma coisa, por isso resolvi voltar a escrever aqui, ao invés de simplesmente descartar esse blog. Não que eu tenha muito o que dizer, mas sei lá, vai que baixa um espírito inspirado em mim, né? Vai que eu descubro uma nova razão para viver ou a cura do câncer e quero dividir com o mundo?

Nada muito importante hoje, ao menos não agora, quem sabe mais tarde…





(sem título e sujeito a alterações)

11 10 2007

Vamos deixar uma coisa bem clara?
A mulher aqui sou eu!
O direito de dizer que “nada” está errado é meu.
É teu papel descobrir o que aconteceu e não meu.





Retomando os trabalhos…

19 09 2007

Vai saber porque, mas, de repente, quem sabe…ah! só pra escrever mesmo!!!

 Desconciderem os anteriores…eram por obrigação…agora é por gosto!

 Nada mais pra hoje…